Se não fosse pela dose dupla de Roxetin que eu tomei na hora do almoço, talvez eu esteja arrastando minha mãe aos berros para fora da festa. É muito bom para o equilíbrio e bem estar social ser hipocondríaca as vezes. Tudo porque minha mãe é uma revendedora de cosméticos e ela encontrou por acaso na festa uma revendedora com quem ela troca mercadorias e pá. Só que elas sentaram para falar de perfume. É claro que minha irmã não ia ficar de fora, então eu sobre igual jiló no almoço compondo música no meu celular.
- Conversas fúteis com pessoas idiotas
Porque, sério, ninguém merece. Ninguém mesmo. Chega a pessoa pra contar de novela, televisão, esmalte, perfume e roupa, eu estou correndo. Eu nem começo assunto nenhum se eu souber que ela vai falar dos problemas dela. Gente, eu não tenho cara de psicóloga pra ficar escutando o fluxo de abobrinha mental das pessoas. Dá um tempo. - Gente pagando de social
Fala mal do fulaninho até a morte, mas quando se encontram dão três beijinhos no rosto, fala da família, do que faz, desabafa da vida e depois quando ele vira as costas continua falando mal dele de novo. E tem também aqueles excluídos pela alta sociedade que fica dando xauzinho pra todo mundo, pagando de popular. - Gente esnobe e fofoqueira
Sempre que a gente olha pros lados pra descontrair tem um olhando pra gente ou para os lados, tampando a boca pra cochichar com a pessoa mais próxima. E depois fica olhando de cima, como se nós fossemos os petulantes. Tem gente que dá um sorrizinho amarelo pra esconder o nojo que tem pela outra pessoa e fica olhando com cara de bunda com celulite torcendo para que a tal pessoa arrume algo mais interessante pra fazer. - Tia querendo aparecer
Sempre tem uma tia solterona ou separada que fica no meio da festa com um copo de cerveja na mão, cantando desafinada com umas roupinhas ridiculas e vulgares mostrando os peitos caídos e as celulites/estrías (o marido deve ter pedido para ela assinar os papéis na primeira vez em que ela ameaçou a fazer isso) e achando que tá abafando. Geralmente é essa que puxa o bonde do "Com Quem Será", que faz o sobrinho ficar roxo de vergonha. - Comentários Pós-Festa
Geralmente quem faz a festa adora comentar sobre ela depois, contar como fez e com quem. E quando a pessoa caí na armadilha e solta um elogio, ela começa a lembrar de mais situações para que ela possa elogiar detalhadamente cada uma delas. Ela se sente o máximo quando as amigues comentam sobre a festchênha. Oh meu Deus, acho que vou vomitar.
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