Happy False Friends Day - Parte 1

Minha vida está um eterno mimimi.
Parece aquelas novelas mexicanas de péssima dublagem e cheia de nove-horas-um-sete-um. Acho que a lei nº81 de Murphy voltou a me perseguir novamente. Porque, quando a gente acha que alguma coisa nunca poderá dar mais errado, sempre me aparece alguém ou alguma coisa, vindo de alguma galáxia distante e me mostra exatamente o contrário e que sim, não basta você só fazer uma merda, você ainda tem que pisar nela e ela respingar em você.

Amigos são um caso sério. Eu reconheço que eu sou impossível, mas também, temos que considerar o fato da minha eterna luta contra a minha impulsividade e total sinceridade. Ainda mais eu, que tenho preguiça de manutenção de amizade e gosto estar sozinha de vez em quando. Toda aquela demonstração calorosa de afeto me deixa enjoada. Deve ser porque meu cérebro é masculino. Mas isso não me impede de tentar, porque olha, Deus tá vendo.

Para todas as pessoas as quais ela enganou, se passou por vítima e omitiu/mentiu qualquer coisa, a única pessoa que ela não poderia ter feito era comigo. Ela poderia ter feito qualquer coisa comigo, me apunhalado literalmente pelas costas ou fazer um draminha básico. Mas ela nunca, em toda aquela vida promíscua dela poderia ter contado uma coisa que eu falei minha, um segredo meu para alguém. Se tem algo que eu não perdoo é filhadaputice e sacanagem.

Porque ela, minha irmã e o primo dela se desentendem muito fácil. Primeiro porque o primo dela ficou com a minha irmã e ela morre de ciúme dos dois conversando, por isso ela faz fofoquinha de um pro outro. E eles aguentam, tentam conversar com ela, e depois acabam voltando a ser best friends forever again. Só que a lei nº32 de Murphy tá ae, galera, e não é facilmente ignorada. Eu não sou do tipo vingativa, mas não gosto de ser idiota, qualquer que seja a proporção.

Ela tentou amenizar a situação dizendo que havia escapado. Só que ela ficou apreensiva porque ela nunca havia feito isso comigo, somente com minha irmã e com o primo dela. Só que diferente deles, eu sou estressada e sem pavio. E tem certas coisas que eu não admito, de maneira nenhuma, nem que me paguem. E uma delas é a quebra de confiança. Tudo bem que eu pratico varias vezes uma mentirinha familiar, dizendo que vou ali mas vou lá e pá. Mas pelo menos eu não saio espalhando segredos dos outros pelos quatro ventos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário